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Não se deixe despedaçar por causa de uma relação!
:: Rosana Braga ::
Estranho pensar num processo de despedaçamento da gente mesma, não é? Ainda mais quando esse processo se inicia em função de um sentimento que tem o intuito divino de juntar... Mas é justamente ao ato de se deixar desintegrar e se misturar ao outro que estou me referindo, porque essa decisão - geralmente tomada inconscientemente - é muito mais comum do que supomos.
Muitas vezes, quando entramos num relacionamento e passamos a enxergá-lo como “a razão” de toda a nossa felicidade; quando nos sentimos perdidamente apaixonados (no sentido literal da palavra) e apostamos todas as nossas fichas na possibilidade de estendermos ao máximo essa sensação que preenche os nossos dias, corremos o sério risco de não sabermos mais onde termina o outro e onde começamos nós.
Ou seja, na intenção de nos tornarmos parte da vida do outro, perdemos a noção do que é parte essencial nossa - seja qualidade ou defeito - e passamos a considerar o outro como o “centro” e a “causa” de tudo de bom (e também de ruim) que sentimos.
Assim, perdemos a preciosa oportunidade que o amor deveria nos proporcionar. Perdemos a chance de olhar para nós mesmos através do outro, mas tendo plena consciência de que a pessoa amada é, em última análise, a projeção de um amor que existe primeiro dentro de nós mesmos.
Porque amar outra pessoa e se permitir experimentar a intimidade é, acima de tudo, um convite à descoberta do que há de mais valioso em nossa própria essência. No entanto, quando acreditamos - equivocadamente - que o que vivemos é mérito ou “culpa” do outro, permitimos que essa relação comece a nos despedaçar.
Começamos a nos tornar emocionalmente como pedaços, partes desintegradas de nós mesmos; e, assim, já não nos reconhecemos mais. Não conseguimos mais ter a exata dimensão de até onde podemos ou queremos ir. E nessa simbiose destrutiva, passamos a atuar em função do outro. Inevitavelmente sofremos, porque perdemos a única referência realmente válida: nosso próprio coração.
Se você se sente confusa e dolorosamente misturada à pessoa amada, sugiro que você comece a retomar o seu próprio centro. Isto é, concentrar-se em si mesma, em seus mais genuínos e pessoais sentimentos, a despeito do que o outro possa fazer diante deste resgate. Além disso, em princípio o objetivo nem é expressar tais sentimentos, mas apenas e tão somente reconhecê-los, aceitá-los e acolhê-los.
Depois, mais consciente de si mesmo, creio que seja o momento de começar a se fazer presente, de fato, nesta relação. Somente assim, você poderá compreender a exata dimensão dos acontecimentos, dos sentimentos e das razões que fazem com que você esteja ao lado dessa pessoa.
Reconhecer-se é ponto primordial e absolutamente fundamental para tornar construtiva e produtiva uma relação de amor. Caso contrário, você estará despedaçando-se dia após dia, literalmente se desfazendo em pedaços que perdem o sentido, que não complementam, que não justificam uma união. E, assim, deixa de ser pleno, de ser íntegro e, sobretudo, amante.
Porque amante é aquele que toma atitudes e faz escolhas... e pedaços não são suficientes. Amantes são inteiros que, humilde e sabiamente, emprestam-se como “metades” para dar vida ao amor do outro, mas sem nunca se misturar e se perder... Porque o amor é sempre um encontro, sem nunca ter saído à procura... um encontro singular de você consigo mesma, através da troca recíproca de dois corações transbordados de amor...
Formatação Ise®
Fortaleza - Março / 2008
(Presente da querida amiga Yvonne Falkas - SP)
14/06/08
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21:17:21
“O amor, particularmente, é aprendido melhor na alegria, na paz e no viver.”
“A diferença entre dizer ´eu te amo´ para um amigo ou para um amante é que, se você o disser para o amigo, ele saberá exatamente o que você quis dizer com isso.”
“Se alguém deseja conhecer o amor, deve viver o amor em suas ações.”
“Para se amar, deve-se viver as questões. Mas para vivê-las, é necessário que se as proponha.”
“O amor não pode ser capturado nem preso a uma parede. Ele foge das correntes. Se o amor deseja tomar outra direção, ele o faz; e todas as prisões, guardas, correntes e obstáculos no mundo não são suficientemente fortes para detê-lo por um segundo.”
“O amor está sempre de braços abertos. Com os braços abertos você permitirá que o amor venha e vá quando assim o desejar, livremente, pois ele fará isso de qualquer maneira. Se você se fecha sobre o amor descobrirá que ficou segurando apenas a si próprio.”
“É tolice acreditar que o amor de alguém possa estar completamente realizado ou posto em prática. O amor perfeito é realmente raro. Deve-se imaginar mesmo se qualquer homem já o alcançou. Isto não significa que não possa ser possível, nem que não seja uma meta a ser sinceramente procurada. Na verdade, é nosso maior desafio, pois o amor e a própria pessoa são uma coisa só e a descoberta de um é a realização de outro.”
“O amor ensina ao homem a mostrar o que está sentindo. O amor nunca pressupõe que possa ser percebido ou sentido sem expressão.”
“O amor não tem medo de sentir.”
“O amor tem necessidade de ser expresso fisicamente.”
“O amor revela-se e cresce no momento e na alegria de cada instante.”
“Não existem tipos de amor, o amor é amor; só existem intensidades de amor. O amor é confiar, aceitar e acreditar, sem garantias. O amor é paciente e espera, mas é uma espera ativa, não passiva. Está se oferecendo continuamente numa revelação mútua, num compartilhar mútuo. O amor é espontâneo e precisa se expressar pela alegria, pela beleza, pela verdade, mesmo pelas lágrimas. O amor vive o momento; não está perdido no passado nem precisa do amanhã. O amor é Agora!”
“Ser é fazer. Uma pessoa só se torna real (humana) no momento da ação. Se alguém deseja amar, é claro que deve mover-se para o amor.”
“Mesmo o maior guru não pode lhe dar o amor. Só pode ajudá-lo guiando-o, oferecendo compreensões, sugestões e estímulos. Você não aprenderá observando os outros viverem o amor; só aprenderá como um participante ativo no amor.”

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00:16:14 
"Idoso" é palavra de fila de banco e de supermercado; "velho", ao contrário, pertence ao universo da poesia
DEI-ME CONTA DE que estava velho cerca de 25 anos atrás. Já contei o ocorrido várias vezes, mas vou contá-lo novamente. Era uma tarde em São Paulo. Tomei um metrô. Estava cheio. Segurei-me num balaústre sem problemas. Eu não tinha dificuldades de locomoção. Comecei a fazer algo que me dá prazer: ler o rosto das pessoas.
Os rostos são objetos oníricos: fazem sonhar. Muitas crônicas já foram escritas provocadas por um rosto -até o mesmo o nosso- refletido no espelho. Estava eu entregue a esse exercício literário quando, ao passar de um livro para outro, isto é, de um rosto para outro, defrontei-me com uma jovem assentada que estava fazendo comigo aquilo que eu estava fazendo com os outros. Ela me olhava com um rosto calmo e não desviou o olhar quando os seus olhos se encontraram com os meus. Prova de que ela me achava bonito. Sorri para ela, ela sorriu para mim... Logo o sonho sugeriu uma crônica: "Professor da Unicamp se encontra, num vagão de metrô, com uma jovem que seria o amor de sua vida..."
Foi então que ela me fez um gesto amoroso: ela se levantou e me ofereceu o seu lugar... Maldita delicadeza! O seu gesto amoroso me humilhou e perfurou o meu coração... E eu não tive alternativas. Como rejeitar gesto tão delicado! Remoendo-me de raiva e sorrindo, assentei-me no lugar que ela deixara para mim. Sim, sim, ela me achara bonito. Tão bonito quanto o seu avô...
Aconteceu faz mais ou menos um mês. Era a festa de aniversário de minha nora. Muitos amigos, casais jovens, segundo minha maneira de avaliar a idade. Eu estava assentado numa cadeira num jardim observando de longe. Nesse momento chegou um jovem casal amigo. Quando a mulher jovem e bonita me viu, veio em minha direção para me cumprimentar. Fiz um gesto de levantar-me. Mas ela, delicadíssima, me disse: "Não, fique assentadinho aí..." Se ela me tivesse dito simplesmente "Não é preciso levantar", eu não teria me perturbado.
Mas o fio da navalha estava precisamente na palavra "assentadinho". Se eu fosse moço, ela não teria dito "assentadinho". Foi justamente essa palavra que me obrigou a levantar para provar que eu era ainda capaz de levantar-me e assentar-me. Fiquei com dó dela porque eu, no meio de uma risada, disse-lhe que ela acabava de dar-me uma punhalada...
Contei esse acontecido para uma amiga, mais ou menos da minha idade. E ela me disse: "Estou só esperando que alguém venha até mim e, com a mão em concha, bata na minha bochecha, dizendo: "Mas que bonitinha..." Acho que vou lhe dar um murro no nariz..."
Vem depois as grosserias a que nós, os velhos, somos submetidos nas salas de espera dos aeroportos. Pra começar, não entendo por que "velho" é politicamente incorreto. "Idoso" é palavra de fila de banco e de fila de supermercado; "velho", ao contrário, pertence ao universo da poesia. Já imaginaram se o Hemingway tivesse dado ao seu livro clássico o nome de "O idoso e o mar"? Já imaginaram um casal de cabelos brancos, o marido chamando a mulher de "minha idosa querida"?
Os alto-falantes nos aeroportos convocam as crianças, as gestantes, as pessoas com dificuldades de locomoção e a "melhor idade"... Alguém acredita nisso? Os velhos não acreditam. Então essa expressão "melhor idade" só pode ser gozação.
RUBEM ALVES
Rubem Alves é educador, escritor, psicanalista e professor emérito da Unicamp.

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21:25:24
Amor e sexo, é preciso aprender?
Alfonso Aguiló
Autodomínio sobre a imaginação e os desejos
O amor é a realização mais completa das possibilidades do ser humano. É o mais íntimo e o maior, é onde ele encontra a plenitude do seu ser, a única coisa que pode absorvê-lo inteiramente.
O prazer que deriva da sua expressão no amor conjugal é talvez o mais intenso dos prazeres corporais e também talvez o que mais absorve. O entusiasmo que produz uma paixão pura e sincera retira o homem ou a mulher de si mesmo para se entregar e viver para o outro: é o maior entusiasmo que a maioria dos seres humana tem na sua vida.
Quando o prazer e o amor se unem em entrega mútua, então é possível alcançar um alto grau de felicidade e prazer. Em contrapartida - como escreveu Mikel Gotzon Santamaria - quando se prima pela busca do simples prazer físico, esse prazer tende a converter-se em algo momentâneo e fugidio, que deixa um rasto de insatisfação. Porque a satisfação sexual é na realidade apenas uma parte, e talvez a mais pequena, da alegria da entrega sexual de alma e corpo própria da entrega total do amor conjugal.
- Mas, nem sempre é fácil distinguir o que é carinho do que é fome de prazer.
Às vezes é muito claro. Outras, nem tanto. Em qualquer caso, na medida em que se reduza a simples fome de prazer, está-se a usar a outra pessoa. E isso não pode ser bom para nenhum dos dois.
Quando se usa a outra pessoa, não a amamos, nem sequer a respeitamos, porque se utiliza e se rebaixa a sua intimidade pessoal.
O terreno sexual oferece, mais do que outros, ocasiões para se servir das pessoas como se fossem um objeto, ainda que seja inconscientemente. A dimensão sexual do amor faz com que este possa inclinar-se com certa facilidade para a busca do prazer em si mesmo, uma utilização que sempre rebaixa a pessoa, pois afeta a sua mais profunda intimidade.
Sendo o sexo expressão da nossa capacidade de amar, toda a referência sexual chega até ao mais fundo, ao núcleo mais íntimo, e implica a totalidade da pessoa. E, precisamente por possuir tão grande valor e dignidade, a sua corrupção é particularmente corrosiva.
Cada um faz do seu amor o que faz da sua sexualidade.
Se você leu, gostou e quer saber mais...vá até o site Portal da Família

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12:46:15

Aquilo que na vida tem sentido, mesmo sendo qualquer coisa de mínimo, prima sobre algo de grande, porém isento de sentido.
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Uns sapatos que ficam bem numa pessoa são pequenos para uma outra; não existe uma receita para a vida que sirva para todos.
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Erros são, no final das contas, fundamentos da verdade. Se um homem não sabe o que uma coisa é, já é um avanço do conhecimento saber o que ela não é.
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Todos nós nascemos originais e morremos cópias.
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Tudo que nos irrita nos outros pode nos levar
a um melhor conhecimento de nós mesmos.
Carl Gustav Jung
http://www.pensador.info/colecao/GuidaLinhares/
Individuação é um processo de desenvolvimento da totalidade e, portanto, de movimento em direção a uma maior liberdade.
Isto inclui o desenvolvimento do eixo Ego-Self, além da integração de várias partes da psique: Ego, Persona, Sombra, Anima ou Animus e outros Arquétipos inconscientes.
Quando tornam-se individuados, esses Arquétipos expressam-se de maneiras mais sutis e complexas.
Quanto mais conscientes nos tornamos de nós mesmos através do auto conhecimento, tanto mais se reduzirá a camada do inconsciente pessoal que recobre o inconsciente coletivo.
Desta forma, sai emergindo uma consciência livre do mundo mesquinho, suscetível e pessoal do Eu, aberta para a livre participação de um mundo mais amplo de interesses objetivos.
http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=157&sec=53
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Mais sobre este grande Mestre da Psicologia, que deixou um grande legado: o Processo de Individualização - o Conhece-te a ti mesmo terapêutico.
http://www.amigodaalma.com.br/conteudo/artigos/base_jung.htm
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02:14:44